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Sinais da doença de Parkinson

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A doença de Parkinson é uma doença crónica e progressiva que afeta milhares de homens e mulheres em todo o mundo. Saiba quais são os sinais da doença de Parkinson e conheça todos os seus tratamentos e fatores de risco.

Principais sintomas da doença de Parkinson

A doença de Parkinson é uma desordem neurológica progressiva que resulta da degeneração dos neurónios numa determinada região do cérebro que controla o movimento. Ela pertence a um grupo de doenças do sistema motor e é o resultado da perda de células cerebrais produtoras de dopamina. Os principais sinais da doença de Parkinson são:

  • Tremores ou tremor nas mãos, braços, pernas, maxilar e face
  • Rigidez ou enrijecimento dos membros e do tronco
  • Bradicinesia ou lentidão de movimentos
  • Incapacidade de movimentação (acinesia)
  • Instabilidade postural
  • Perda de equilíbrio e de coordenação
  • Um modo de andar disforme e baralhado
  • Postura inclinada
  • Dores intensas e ondulação dos dedos dos pés
  • Dificuldade em engolir ou mastigar

Por norma, a doença de Parkinson afeta as pessoas com mais de 50 anos de idade e os primeiros sinais são subtis e ocorrem de uma forma gradual. No entanto, em algumas pessoas, a doença progride mais rapidamente do que em outras.

À medida que os sintomas se tornam mais evidentes, os pacientes podem ter dificuldade em andar, falar ou completar qualquer tipo de tarefa de fácil execução. Outros problemas que estão associados à doença de Parkinson incluem:

  • Depressão e outras alterações emocionais
  • Dificuldade em engolir, mastigar e falar
  • Problemas urinários ou obstipação
  • Problemas de pele
  • Perturbações do sono

O prognóstico para a doença de Parkinson

A doença de Parkinson é uma doença crónica e progressiva, o que significa que persiste por um longo período de tempo e que os seus sintomas têm tendência a piorar. Algumas pessoas são mais afetadas do que outras e em todas elas os tremores representam um indício preocupante. Ninguém consegue prever quais os sintomas que vão afetar um paciente e a intensidade dos vários sintomas varia de pessoa para pessoa. É por isso que, neste momento, não existem exames ao sangue ou de laboratório que ajudam a confirmar o diagnóstico da doença de Parkinson. Nesse sentido, o diagnóstico é baseado na história clínica do paciente e da sua família e na realização de um exame neurológico. Na maioria das vezes, os médicos solicitam exames ao cérebro e exames laboratoriais para descartar a existência de outras doenças, pois a doença de Parkinson é muito difícil de ser diagnosticada com precisão.

Os tratamentos da doença de Parkinson

Atualmente, não existe cura para a doença de Parkinson, mas existem vários tratamentos que podem ser realizados para ajudar a aliviar os sintomas principais. São eles:

Os medicamentos

Existe um leque variado de medicamentos que garante um alívio considerável dos principais sintomas da doença. Contudo, um dos mais receitados é a Levodopa em conjunto com a Carbidopa. A Carbidopa atrasa a conversão da Levodopa em dopamina até esta atingir o cérebro. As células nervosas utilizam a Levodopa na produção da dopamina e, dessa forma, repõem a diminuição dos suprimentos do cérebro.

Apesar de a Levodopa ajudar grande parte dos casos de Parkinson, nem todos os sintomas reagem de uma forma igual ao medicamento. Dos sinais principais, a Bradicinesia e a rigidez são os que respondem melhor, enquanto que os tremores podem apenas ser reduzidos marginalmente. Por outro lado, os problemas com o equilíbrio e outros sintomas poder-se-ão manter inalteráveis.

Os anticolinérgicos podem ser utilizados para ajudar a controlar o tremor e a rigidez dos membros ou do corpo. Porém, é de realçar que outros medicamentos, como a bromocriptina, o pramipexol e o ropinirole são utilizados para imitar o papel da dopamina no cérebro, fazendo com que os neurónios reajam exatamente da mesma forma.

A cirurgia ao cérebro

Em alguns casos, a cirurgia ao cérebro é a alternativa mais apropriada se a doença de Parkinson não responder positivamente aos medicamentos receitados. A cirurgia chama-se estimulação cerebral profunda e dura o dia todo, sempre com o doente acordado. São implantados pequenos elétrodos no cérebro e estes ficam ligados a um pequeno dispositivo elétrico chamado de gerador de pulso que pode ser programado externamente.

Esta cirurgia pode reduzir a necessidade de ingerir Levodopa e outros medicamentos relacionados que, por sua vez, diminuem os movimentos involuntários, chamados de discinesia. É também de registar que a cirurgia ao cérebro ajuda a aliviar as flutuações dos sintomas e reduz os tremores, a lentidão de movimentos e a alteração da marcha.

Fatores de risco para a doença de Parkinson

Existem determinados fatores de risco que contribuem para o avançar da doença de Parkinson. Dos mais importantes, destacam-se os seguintes:

O avançar da idade: este é o maior fator de risco para o avançar da doença de Parkinson. Uma em cada cem pessoas acima dos 60 anos sofre de Parkinson e os homens têm um risco um pouco maior do que as mulheres. Com o envelhecimento do corpo, as pessoas ficam mais debilitadas e isso afeta consideravelmente a sua qualidade de vida.

Os ferimentos na cabeça e a exposição a pesticidas: os ferimentos na cabeça e a exposição a pesticidas também têm sido considerados fatores de risco para a doença de Parkinson, uma vez que fragilizam ainda mais o estado físico de um doente.

Os genes: em algumas pessoas, vários genes têm sido associados à doença de Parkinson. Além disso, várias regiões cromossómicas têm sido ligadas à doença em algumas famílias.

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