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Problemas de visão que surgem com a idade

Idoso a ler num banco de jardim
Créditos Imagem

Com o passar da idade, as pessoas idosas têm tendência a desenvolverem doenças oculares, como o glaucoma, cataratas, degeneração macular ou retinopatia diabética. Conheça quais são os problemas de visão que surgem com o envelhecimento e saiba como os diagnosticar e tratar.

As principais doenças oculares

Existem várias doenças oculares que afetam as pessoas idosas à medida que estas vão envelhecendo. São elas:

Glaucoma

O glaucoma é um problema de visão que provoca danos no nervo ótico do olho e pode conduzir à cegueira total. Trata-se de uma doença que ocorre quando a pressão do líquido que preenche o globo ocular se encontra muito elevada, mais do que aquela que o olho pode tolerar. Inicialmente, não apresenta sintomas mas, com o passar do tempo, a doença vai progredindo.

Como diagnosticar o glaucoma

O glaucoma é uma doença ocular que pode ser detetada através de um exame oftalmológico completo que inclui:

Teste de acuidade visual

Trata-se de um teste específico que mede a forma como uma pessoa vê todo o tipo de distâncias. O tonómetro é a ferramenta mais apropriada para medir a pressão do líquido que preenche o globo ocular, pois é ela que deteta o glaucoma.

Teste de campo visual

Este teste mede em que estado se encontra a visão lateral de um paciente. Com o passar do tempo, a perda da visão periférica é um dos sintomas principais das pessoas que sofrem de glaucoma e, como tal, é muito importante que seja detetada com a máxima antecedência.

Exame da pupila dilatada

Para realizar este exame é necessário colocar umas gotas medicinais nos olhos e observar a dilatação das respetivas pupilas. O oftalmologista utiliza uma lente de aumento especial para examinar a retina e o nervo ótico, com o intuito de encontrar danos ou problemas oculares. Após a realização deste exame, a visão de uma pessoa pode permanecer turva por várias horas.

Os check-ups de glaucoma regulares incluem dois testes oftalmológicos de rotina:

Tonometria

O teste de tonometria mede a pressão interna do líquido do globo ocular. Normalmente, são utilizadas gotas medicinais específicas para anestesiar os olhos e fazer este exame.

Oftalmoscopia

O teste de oftalmoscopia é usado para examinar o interior do olho, nomeadamente o nervo ótico. Para realizar este exame, utiliza-se um oftalmoscópio que ajuda o oftalmologista a determinar a forma e a cor do nervo ótico. Se a pressão do líquido do globo ocular não estiver correta ou se o nervo ótico parecer incomum, é necessário fazer o teste da perimetria (teste de campo visual) e da gonioscopia (teste que verifica se o ângulo onde a íris encontra a córnea está fechado ou aberto).

Como tratar o glaucoma

Não existe uma cura para o glaucoma, nem para as pessoas que perderam a visão graças aos efeitos da doença. O tratamento imediato atrasa a progressão da doença e é por isso que o diagnóstico precoce é muito importante. Os principais tratamentos do glaucoma são: os medicamentos, a trabeculoplastia a laser e a cirurgia convencional.

Medicamentos

Os idosos que sofrem de glaucoma devem saber gerir corretamente os seus medicamentos. Existem colírios e comprimidos que ajudam a tratar o problema, no entanto, deve informar o seu oftalmologista sobre a sua medicação atual para que não exista qualquer tipo de incompatibilidade. A maioria das pessoas não tem problemas com a medicação indicada para tratar o glaucoma, contudo, alguns medicamentos podem causar dores de cabeça ou outros efeitos colaterais.

Trabeculoplastia a laser

A trabeculoplastia a laser ajuda o líquido do globo ocular a fluir mais facilmente para fora do olho. Trata-se de um procedimento cirúrgico que não causa dor, dura aproximadamente 20 minutos e pode ser efetuado num consultório médico ou numa clínica oftalmológica. Normalmente, depois deste procedimento cirúrgico, é necessário continuar com a medicação para tratar o glaucoma. Se sofrer de glaucoma nos dois olhos, apenas um é tratado de cada vez, com várias semanas de intervalo.

Cirurgia convencional

A cirurgia convencional é a responsável pela realização de uma nova abertura para o líquido do globo ocular sair do olho. Na maioria das vezes, ela é realizada depois dos medicamentos e da cirurgia a laser não conseguirem controlar a pressão. A cirurgia convencional pode ser realizada numa clínica oftalmológica ou no hospital e revela-se cerca de 60 a 80% mais eficaz na redução da pressão ocular.

Cataratas

O olho humano tem uma lente, conhecida como cristalino, e esta tem a capacidade de focar e captar imagens. A retina transmite ao cérebro a imagem que, através do cristalino, é focada pelo olho. Para uma visão perfeita, é preciso que o cristalino seja transparente, para que os raios de luz entrem e sejam captados pela retina. A catarata é uma opacidade do cristalino, que impede de uma forma total ou parcial que os raios de luz cheguem à retina, prejudicando a visão.

As pessoas que sofrem de cataratas ficam com uma visão muito turva, o que as impede de ver o brilho das lâmpadas e do sol. Este é um estado que não melhora com a utilização de óculos, mas apenas com uma cirurgia.

Quais os sintomas das cataratas

Os sintomas mais comuns das cataratas são:

  • Visão turva e disforme
  • Desvanecimento das cores e um brilho acentuado da luz solar, lâmpadas e faróis
  • Perda da visão noturna
  • Visão dupla ou imagens múltiplas num único olho
  • Mudanças frequentes na prescrição dos óculos ou lentes de contacto

Quais são os fatores de risco

À medida que o corpo envelhece, maiores são as hipóteses de uma pessoa sofrer de cataratas, pois as células do cristalino também envelhecem. No entanto, existem outros aspetos que devem ser levados em conta, como por exemplo:

  • A exposição prolongada à luz solar
  • O facto de ser ou não fumador
  • A existência de determinadas doenças na família como, por exemplo, a diabetes
  • O consumo excessivo de bebidas alcoólicas
  • A realização de uma má alimentação

Degeneração Macular

A degeneração macular é uma doença associada ao envelhecimento que destrói gradualmente a visão central. Este tipo de visão é fundamental para ver os objetos de forma clara e uniforme e é muito utilizada na realização das tarefas mais básicas do dia-a-dia, como a leitura e a escrita. A degeneração macular afeta a mácula, a parte do olho que permite observar os detalhes mais finos, e esta encontra-se localizada no centro da retina. Trata-se de uma doença que não causa dor e é uma das principais responsáveis pela perda da visão humana.

Quais são os fatores de risco

As pessoas que cuidam de idosos devem estar particularmente atentas aos possíveis sinais que podem surgir. Existem fatores de risco que contribuem para a degeneração macular, como por exemplo:

  • O ato de fumar. Deixe de fumar, pois ao fazê-lo estará a diminuir substancialmente o risco de degeneração macular.
  • A obesidade. Estudos recentes afirmam que existe uma ligação entre a obesidade e a progressão inicial e intermédia da degeneração macular.
  • A raça. A raça branca é mais propensa a perder a visão quando comparada com as restantes raças.
  • A história familiar. As pessoas cujos familiares sofrem de degeneração macular têm fortes possibilidades de contraírem a respetiva doença.
  • O género. As mulheres são mais suscetíveis de sofrerem degeneração macular quando comparadas com os homens.

Como diagnosticar a degeneração macular

A degeneração macular é mais frequente nas pessoas que apresentam mudanças na visão central e nas que têm mais de 60 anos de idade. Para detetar esta doença, é necessário fazer um exame oftalmológico detalhado que inclui:

  • Teste de acuidade visual
  • Exame da pupila dilatada
  • Tonometria

É de realçar que o seu oftalmologista pode realizar outros testes para saber mais sobre a estrutura e a saúde dos seus olhos.

Como tratar a degeneração macular

A degeneração macular pode ser tratada com cirurgia a laser, terapia fotodinâmica e injeções no olho. No entanto, deve ter em atenção que a doença e a perda de visão podem progredir apesar do tratamento efetuado.

Cirurgia a laser

Este procedimento cirúrgico utiliza um laser que destrói os vasos sanguíneos que apresentam fugas, impedindo uma maior perda de visão. A cirurgia a laser é realizada num consultório médico ou numa clínica oftalmológica. Tenha em atenção que poderá ter a necessidade de repetir este tratamento, uma vez que existe a possibilidade de se desenvolverem novos vasos sanguíneos danificados depois da cirurgia.

Terapia fotodinâmica

A terapia fotodinâmica é uma forma de tratamento de tumores, cancros e outras deformações de tecidos. Ela utiliza a luz e compostos fotossensíveis com o objetivo de eliminar os vasos sanguíneos danificados. Ao contrário da cirurgia a laser, esta terapia não destrói os tecidos saudáveis das células. A terapia fotodinâmica diminui a taxa de perda de visão, demora cerca de 20 minutos a ser realizada e pode ser efetuada num consultório médico.

Injeções

Existem medicamentos que podem ser injetados dentro do olho para garantir o crescimento de novos vasos sanguíneos. Este é um tratamento exclusivo que obriga a várias injeções por mês e ajuda a cuidar de uma pessoa com problemas de visão.

Retinopatia Diabética

A retinopatia diabética é uma manifestação ocular da diabetes e é umas das principais causas da cegueira. O aumento dos níveis de açúcar no sangue (glicemia) causa alterações nos vasos sanguíneos da retina no interior de um olho, o que reduz progressivamente a visão humana.

Como diagnosticar retinopatia diabética

A retinopatia diabética apresenta sombras ou objetos escuros que “flutuam” e atrapalham o campo de visão de uma pessoa. Por outro lado, também provoca uma perda parcial da visão, visão distorcida e dores nos olhos.

Os níveis elevados de açúcar no sangue e a alta pressão arterial estão associados à retinopatia diabética. Assim sendo, as pessoas que sofrem de diabetes do tipo 2 e que utilizam medicamentos como Avandia, Avandamet e Avandaryl estão mais suscetíveis a sofrerem desta doença ocular.

Como tratar a retinopatia diabética

Não existe cura para a retinopatia diabética, no entanto, o tratamento a laser (fotocoagulação) é uma das técnicas mais eficazes que pode ser utilizada. Contudo, deve ser aplicada antes de a retina ter sido severamente danificada. Por outro lado, a remoção cirúrgica do gel vítreo (vitrectomia), também ajuda a melhorar consideravelmente a visão de uma pessoa que sofre de retinopatia diabética.

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