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O glaucoma e os idosos

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Com o avançar da idade, a saúde torna-se mais débil, e quem já vive a terceira idade está automaticamente mais suscetível a uma grande variedade de doenças. Os problemas oftálmicos são dos que mais afetam a população idosa e, sendo que a tendência se traduz num envelhecimento populacional, é importante saber diagnosticar e tratar a saúde oftálmica dos idosos, de forma a garantir um aumento da sua qualidade de vida.

O que é o glaucoma?

O glaucoma é uma doença oftálmica crónica, com evolução lenta e indolor. O líquido que preenche o olho, o humor aquoso, quando produzido em excesso ou quando não é drenado de forma eficiente, acumula-se no olho, traduzindo-se num aumento da pressão intraocular, criando risco de lesão do olho.

Dentro desta patologia, pode falar-se de três níveis de glaucoma:

  1. Glaucoma primário – divide-se em dois tipos: o tipo 1 (não frequente em idosos) é crónico e de ângulo aberto, e o tipo 2 (que atinge pessoas acima dos 30 anos) é agudo ou crónico de ângulo fechado.  
  2. Glaucoma secundário – resulta de uma doença ocular preexistente, como a uveíte, o tumor intraocular ou a catarata. Pode surgir em pacientes sujeitos a terapia com corticosteroides, especialmente tópicos, que aumentam a pressão intraocular.
  3. Glaucoma absoluto – sendo o último estágio de qualquer glaucoma não tratado, pode causar cegueira total. 

A crise glaucomatociclítica caracteriza-se por uma córnea clara com precipitados ceráticos onde pode estar presente algum edema. Neste caso, e apesar de causar sintomas como visão turva, halos de luz e cefaleia, não se dá perda de visão.

Pessoas de risco

Dado que se trata de uma doença indolor, muitas vezes o diagnóstico só acontece em estado avançado da doença. No entanto, a doença é mais propícia a aparecer em pessoas com:

  • Idade superior a 40 anos
  • Raça negra
  • Histórico familiar
  • Diabetes
  • Miopia

O principal sinal de alerta de que um idoso pode estar a sofrer de glaucoma é a diminuição de visão periférica (a chamada visão túnel), que pode ser constante ou momentânea. Por isso, se nota que a visão periférica não está nas melhores condições, consulte o seu médico o mais rápido possível.

Sintomas e prevenção

O glaucoma não provoca sintomas alarmantes que levem logo o idoso a suspeitar que tem uma doença grave. No entanto, se sofre destes sintomas regularmente, deve consultar um médico:

  • Dores de cabeça leves a intensas
  • Redução súbita de visão
  • Visão turva
  • Formação de aros de luz
  • Perda de visão 

Sendo uma doença que normalmente se diagnostica apenas quando já em desenvolvimento, existem algumas indicações que poderão prevenir o aparecimento do glaucoma:

  • Garantir a atividade física, através da prática de exercício
  • Evitar o stress
  • Não abusar do café e de bebidas energéticas
  • Não fumar
  • Usar óculos de proteção contra o sol
  • Dormir bem

Como se trata um glaucoma?

O glaucoma pode ser tratado através de medicamentos ou de cirurgia, conciliando-se muitas vezes tratamentos simultâneos:

Tratamento através de medicamentos

O glaucoma pode ser tratado por via medicamentosa, nomeadamente através do uso de colírios de aplicação tópica. Estes colírios atuam diretamente no olho, diminuindo a pressão ocular. Existem também medicamentos de toma oral, menos específicos, que atuam no humor aquoso, facilitando a sua drenagem, evitando assim um aumento da pressão intraocular.

Tratamento cirúrgico

No caso da cirurgia, o tratamento do glaucoma pode ser feito através de cirurgia laser ou convencional. Na cirurgia a laser, aplicada maioritariamente no caso de glaucomas de ângulo aberto, utiliza-se um foco de laser de árgon, que é apontado à malha tubercular de forma a estimular a abertura da malha, permitindo assim um aumento do escoamento do humor aquoso.

No caso da cirurgia convencional, utiliza-se habitualmente a trabeculectomia. Neste tipo de cirurgia, é utilizada uma câmara na parede escleral do olho e feita uma abertura abaixo da bolha, de forma a remover a porção da malha tubercular. Após este procedimento, a bolha é suturada de forma frouxa, para que o fluido consiga escoar para fora do olho, resultando assim na diminuição da pressão intraocular.

Visto que esta doença é a segunda causa de cegueira, mais importante que tratar é prevenir, por isso, não se esqueça de consultar o seu médico oftalmologista com regularidade.

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