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A doença de Parkinson

Idoso a caminhar
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A doença de Parkinson afeta cerca de 1% das pessoas com mais de 65 anos e caracteriza-se pela degeneração gradual das capacidades motoras, entre outros sintomas físicos, psicológicos e emocionais. Neste momento, é uma doença sem cura, mas pode ser aliviada de várias maneiras, de forma a proporcionar uma melhor qualidade de vida aos seus doentes.

O que é a doença de Parkinson?

A doença de Parkinson caracteriza-se pela degradação das células dopaminérgicas no cérebro, células essas que são responsáveis pela forma como controlamos os músculos e cuja regeneração não é possível. Na doença de Parkinson há uma diminuição cada vez mais acentuada dessas células, o que leva a uma perda de mobilidade, também ela cada vez mais acentuada. O enfraquecimento e morte destes neurónios é gradual (estende-se ao longo de vários anos após a manifestação dos sintomas iniciais) e, embora possa afetar qualquer pessoa com idades compreendidas entre os 35 e os 85 anos, a idade em que a doença de Parkinson se manifesta mais frequentemente é por volta dos 60 anos. Cerca de 1% dos seniores com mais de 65 anos são afetados pela doença de Parkinson, que tem uma maior preponderância no sexo masculino.

Principais sintomas

Os principais sintomas físicos da doença de Parkinson são: tremores (existem partes do corpo que podem tremer de forma incontrolável), perda de equilíbrio, rigidez e/ou incapacidade de movimentação, bradicinesia (movimentos anormalmente lentos). Outros efeitos da doença de Parkinson incluem: postura curvada, expressões faciais rígidas (tipo máscara), maior risco de infeções respiratórias (principalmente nos doentes acamados), dificuldade em falar e engolir, perda de peso, dificuldade em caminhar e mudar de direção, perda do sentido de olfato, insónias, dificuldade de aprendizagem, problemas vasomotores, dificuldade crescente em vestir-se, alimentar-se e tratar da sua própria higiene. A degradação gradual das capacidades motoras de uma pessoa também tem, naturalmente, vários efeitos emocionais e psicológicos, estando um doente com Parkinson mais suscetível a depressões, sentimentos de ansiedade, frustração, alterações de humor, alucinações e até demência.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da doença de Parkinson não é fácil e requer um exame neurológico detalhado, que normalmente inclui uma ressonância magnética cerebral, mas também depende da forte incidência dos seus principais sintomas. Não existe cura para a doença de Parkinson, uma vez que a degradação e desaparecimento das células dopaminérgicas é definitiva e irreversível. Em termos de tratamento existe o recurso a fármacos que combinam levodopa e carbidopa – substitutos da dopamina que os neurónios cerebrais deixaram de produzir. Nem todos os doentes com Parkinson respondem bem a este tipo de medicamento, uma vez que ele é mais eficaz ao nível do tratamento da rigidez muscular, ao invés dos tremores. Existe ainda uma terapia alternativa que passa pela estimulação elétrica do cérebro através da implantação de um pequeno elétrodo. Ao contrário de muitos dos fármacos utilizados para aliviar os sintomas da doença de Parkinson, a terapia de estimulação cerebral não tem efeitos secundários e trabalha essencialmente para o alívio dos tremores e da lentidão de movimentos. É ainda muito comum os doentes com Parkinson recorrerem regularmente a sessões de fisioterapia, como forma de fortalecer a massa muscular, a coordenação motora e o equilíbrio.

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