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A demência frontotemporal

Enfermeira a tirar sangue
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A demência frontotemporal, também conhecida como demência do lobo frontal, descreve um grupo de perturbações caracterizadas por uma degenerescência das células nervosas, especialmente aquelas que se encontram nos lobos frontais e temporais do cérebro. Saiba o que é a demência frontotemporal ao observar os seus sintomas principais e aprenda como ela pode ser diagnosticada.

O que é a demência frontotemporal

A demência frontotemporal é uma perturbação degenerativa que apresenta um quadro clínico exclusivo, com alterações de linguagem, de personalidade e de comportamento. Tem um início insidioso e é de caráter progressivo. Nos casos de perturbação frontotemporal, a memória e as habilidades visuais e espaciais encontram-se relativamente preservadas, o que a distingue da doença de Alzheimer.

Existem três síndromes que constituem as demências frontotemporais, como a Demência do Lobo Frontal ou Doença de Pick, a Afasia Não Fluente Progressiva e a Demência Semântica. Mais tarde, foram incluídas a Afasia Primária Progressiva, a Demência Frontotemporal com Parkinsonismo, a Demência Frontotemporal do Neurónio Motor e a Degenerescência Corticobasal.

As pessoas que sofrem deste tipo de perturbação têm um historial familiar de demência, o que sugere que existe um fator genético que contribui para o aparecimento desta patologia. A duração deste tipo de demência é variada, pois em alguns pacientes pode atuar de uma forma progressiva durante um período de dois a três anos, enquanto noutros provoca alterações mínimas ao longo de muitos anos. Normalmente, os seus sintomas principais revelam-se entre os 40 e os 65 anos de idade e afetam os homens e as mulheres.

Quais os sintomas principais da demência frontotemporal

As pessoas que sofrem desta desordem mental têm muitos problemas comportamentais e sociais. Dos sintomas principais que a caracterizam, destacam-se os seguintes:

  • Dificuldade em se manter socialmente ativo
  • Incapacidade de manter relações interpessoais
  • Comportamento compulsivo e repetitivo
  • Ter uma conduta social pouco apropriada, uma vez que demonstra não saber estar em público
  • Alterações ao nível da fala e do discurso
  • Descuido da higiene pessoal
  • Aumento do apetite
  • Apresentação de reflexos primitivos, como os de preensão palmar, de sucção e de projeção tónica nos lábios
  • Sintomas semelhantes à doença de Parkinson, tais como: dificuldade de movimentos, tremores, rigidez dos membros e do tronco, instabilidade postural, perda de equilíbrio e de coordenação, entre outros.
  • Perda de memória, embora isso só ocorra numa fase avançada da doença
  • Apatia, desordem do pensamento e mudança de personalidade.

A demência frontotemporal diz respeito às perturbações que são produzidas por atrofia cortical que está focalizada nos lobos frontais e/ou temporais. Os lobos frontais podem dividir-se em três áreas diferentes: órbitobasal ou ventromedial, médio ou dorsolateral. A lesão em cada uma das áreas provoca manifestações clínicas diferentes nos comportamentos, emoções e habilidades humanas.

Como diagnosticar a demência frontotemporal

O diagnóstico da demência frontotemporal apresenta determinados elementos clínicos que caracterizam esta perturbação. São eles:

Alterações nos comportamentos

  • Início insidioso e evolução lenta
  • Perda precoce de consciência pessoal e social
  • Incapacidade de introspeção
  • Sinais precoces de desinibição, uma saúde sexual fragilizada e descontrolada, comportamentos violentos, entre outros
  • Rigidez mental e inflexibilidade
  • Comportamentos infantis
  • Condutas estereotipadas e perseverantes
  • Hiperoralidade
  • Impulsividade, distração e falta de persistência
  • Comportamentos de uso e exploração descontrolada de objetos

Alterações afetivas

  • Depressão, ansiedade, pensamentos suicidas, delírios e alucinações constantes
  • Hipocondria e preocupações somáticas extremas
  • Falta de empatia
  • Inércia e falta de espontaneidade

Alterações da fala

  • Redução progressiva e estereotipada da fala
  • Ecolalia
  • Mutismo tardio

O reconhecimento da demência frontotemporal

O reconhecimento da demência frontotemporal baseia-se numa avaliação clínica constante e esta deve ser suportada pela realização de exames neuropsicológicos e estudos distintos da imagem cerebral. Nos exames neuropsicológicos, tanto funcionais como estruturais, os pacientes afetados podem apresentar resultados normais ou levemente patológicos. Estes exames assumem assim uma importância extraordinária, pois identificam e separam as funções cognitivas deterioradas das intactas. Contudo, as funções cognitivas são difíceis de avaliar devido às alterações emocionais do paciente e à eventual disfunção da fala que ele possa ter.

Eletroencefalografia

O eletroencefalograma é um exame muito importante que dá a conhecer o registo gráfico das correntes elétricas que são desenvolvidas no encéfalo. Quando a perturbação é evidente, o exame mostra níveis normais nos vários tipos de demências frontotemporais. No entanto, com o desenvolvimento da desordem mental, alguns pacientes podem apresentar um exame com resultados anormais, nomeadamente com diminuição da forma das ondas. Esta situação não acontece em pacientes que sofrem da doença de Alzheimer, pois o eletroencefalograma mostra a maioria das anomalias nos primeiros resultados. A análise quantitativa do eletroencefalograma melhora o diagnóstico diferencial entre a doença de Alzheimer, demência vascular e demência com corpos de Lewy.

Outros exames

A tomografia computadorizada (TC) do crânio e a ressonância magnética (RM) também são, normalmente, dois exames obrigatórios para saber se um idoso sofre de demência. Por outro lado, a tomografia por emissão de fotões simples (SPECT) está hoje em dia disponível em muitos centros médicos e constitui-se como uma parte importante na avaliação de pacientes com demência.

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