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Como saber se um idoso sofre de demência

Idosa sentada num banco de madeira
Créditos Imagem

Todas as pessoas acabam por esquecer de vez em quando o nome de um familiar ou de um amigo distante, o local onde colocaram as chaves de casa ou se fecharam corretamente o automóvel. No entanto, existem episódios de perda de memória que poderão ser muito mais preocupantes, principalmente nas pessoas idosas, como não se lembrar do caminho para casa ou deixar de saber como utilizar o telefone. Saiba se um idoso sofre de demência ao observar os seus sinais principais e aprenda como a pode tratar.

O que é a demência

A demência é um termo usado para descrever um conjunto de perturbações específicas que podem ser causadas por uma série de desordens mentais diferentes que afetam o cérebro. Ela provoca a progressiva deterioração da função cognitiva, prejudicando a capacidade de pensar e de raciocinar. As pessoas que sofrem de demência também perdem a capacidade de resolver os seus próprios problemas, têm dificuldades em manter o seu equilíbrio emocional e podem ter problemas de comportamento, como delírios e alucinações constantes.

A perda de memória é um dos sintomas comuns da demência, mas isso não significa que uma pessoa que sofra de perda de memória seja necessariamente demente. Os médicos só conseguem diagnosticar a demência quando duas ou mais funções cerebrais estão afetadas, como por exemplo, a memória e a capacidade linguística. É de realçar que existem outras doenças que podem causar sintomas de demência, como: a Doença de Alzheimer, a Demência Vascular, a Demência de Lewy, a Doença Frontotemporal, a Doença de Huntington e a Doença de Creutzfeldt-Jakob.

Por outro lado, os médicos também identificaram outras condições que podem provocar a demência, como a reação a determinados medicamentos, problemas metabólicos, anormalidades endócrinas, deficiências nutricionais, infeções, intoxicações, tumores cerebrais e doenças cardíacas e pulmonares.

Apesar de esta doença ser muito comum nas pessoas idosas, a demência não faz parte do processo de envelhecimento normal.

Os sinais de demência

Os problemas mais sérios de memória, como a demência e a doença de Alzheimer afetam a autonomia e o poder de decisão de uma pessoa idosa, pois impedem-na de realizar as tarefas mais básicas do dia-a-dia, como conduzir um automóvel ou gerir as suas próprias finanças. Os sinais de demência ou outros problemas de memória podem incluir:

  • Fazer repetidamente as mesmas perguntas
  • Perder-se constantemente em locais bem conhecidos
  • Não ser capaz de seguir direções
  • Ficar muito confuso sobre o tempo, pessoas e lugares
  • Não cuidar de si mesmo
  • Fazer uma má alimentação e não cumprir com uma dieta equilibrada e saudável
  • Descurar a higiene pessoal
  • Sentir-se inseguro, desmotivado e sem autoestima

Quais as opções de tratamento para a demência

Atualmente, estão disponíveis medicamentos que tratam especificamente a demência progressiva. Contudo, apesar destes medicamentos não conseguirem parar os efeitos da doença ou reverter os danos cerebrais que foram provocados, eles podem retardar a progressão da perturbação. Assim, a sua adoção melhora a qualidade de vida de um idoso, alivia o fardo dos cuidadores que tomam conta de idosos com demência e atrasa o seu internamento numa casa de repouso.

Muitos investigadores também estão a examinar se estes medicamentos podem ser úteis para o tratamento de outros tipos de demência, principalmente aquela que surge numa fase inicial. Assim, as pessoas podem melhorar o desempenho de certos aspetos específicos da função cognitiva.

A importância do diagnóstico médico

Os cuidadores que estão preocupados com a memória de um idoso, devem certificar-se que ele é observado pelo seu médico de família ou por um neurologista. Ele pode efetuar uma avaliação completa da condição mental e física da pessoa. Ao fazê-lo, terá todas as condições para fazer um diagnóstico detalhado sobre o seu estado geral de saúde e estabelecer o plano de tratamento mais adequado.

Um exame médico completo para a perda de memória deve revisar o historial clínico da pessoa, como os medicamentos que está a tomar e a alimentação que está a seguir. Se o médico detetar que se passa algo de errado com o seu paciente, ele pode realizar um check-up completo, incluindo exames ao sangue e à urina.

O idoso também deverá realizar alguns exercícios psicotécnicos e testes de memória para comprovar que as suas competências linguísticas e psicossociais permanecem inalteradas. Caso seja necessário, o médico pode mandar realizar uma tomografia computadorizada ou ressonância magnética para ver se está tudo a funcionar corretamente com o cérebro da pessoa idosa.

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