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Como é que a doença de Alzheimer afeta o cérebro de um paciente

Idosa e familia
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A doença de Alzheimer é uma desordem que afeta o correto funcionamento do cérebro, causando a perda de tecido e a morte das suas células nervosas principais. Saiba como é que a doença de Alzheimer afeta o cérebro de um paciente e compreenda um pouco mais acerca do funcionamento desta patologia.

A doença de Alzheimer e o cérebro humano

Todos os cuidadores sabem que a doença de Alzheimer é a principal responsável pelo desaparecimento das memórias mais queridas dos seus pacientes. Esta patologia impede que as pessoas afetadas pela doença manifestem o seu pensamento e opiniões de forma coerente, impossibilitam a partilha de experiências e a realização de atividades e fazem com que os doentes se esqueçam da sua condição de seres humanos.

Cuidar de alguém que sofre de Alzheimer ao longo das várias etapas da doença, pode conduzir à frustração dos seus cuidadores. Assim sendo, para lidar melhor com essa realidade, é necessário compreender como a doença de Alzheimer afeta o cérebro de um paciente. Ao saberem-no, os cuidadores estarão bem preparados para falar com alguém que sofra da doença de Alzheimer e enfrentar a progressão da doença.

A doença de Alzheimer não faz parte do processo natural de envelhecimento, uma vez que se trata de uma patologia progressiva que provoca a morte das células do cérebro. Os sintomas iniciais da doença de Alzheimer estão associados à perda de memória e, à medida que a doença avança, as pessoas afetadas ficam incapazes de se movimentarem e de fazerem as atividades básicas do dia-a-dia.

As principais partes do cérebro

Para perceber como funciona a cabeça de um doente de Alzheimer, é necessário entender um pouco acerca da atividade de um cérebro normal e saudável. O cérebro é, sem dúvida, o órgão mais importante do corpo humano e o seu funcionamento é incrível, desde as grandes estruturas às células mais pequenas.

Através da análise e do estudo das várias áreas do cérebro, os cientistas mapearam os lobos e as regiões principais que impulsionam as habilidades e as reações dos doentes de Alzheimer, o que possibilita uma melhor compreensão da respetiva doença.

O cérebro

O cérebro é o órgão que ocupa a maior parte do crânio e é nele que se encontram as regiões responsáveis pelos movimentos do corpo, memória, resoluções de problemas, pensamento crítico e sentimentos. Os doentes de Alzheimer precisam de exercitar constantemente o cérebro para se manterem ativos, pois, é nas células cerebrais que a doença se começa a manifestar.

O cerebelo

Na parte de trás do crânio, logo abaixo do cérebro, situa-se o cerebelo. Este órgão do cérebro é o principal responsável pelo equilíbrio do corpo e pela coordenação de movimentos.

O tronco encefálico

O tronco encefálico é a menor estrutura das três grandes regiões do cérebro. Ele situa-se abaixo do cérebro e na frente do cerebelo e conecta a espinal medula ao cérebro. Este órgão controla as principais funções físicas necessárias para a vida, como a respiração, a frequência cardíaca, a pressão arterial e a digestão.

As irregularidades de um cérebro com Alzheimer

Os cientistas identificaram várias irregularidades num cérebro afetado pela doença de Alzheimer. São elas:

  • A presença de uma proteína chamada beta-amiloide peptídeo nas placas e nos aglomerados microscópicos. Assim como aglomerados irregulares de fragmentos de proteínas que foram construídos entre as células nervosas. Os tecidos de um cérebro com Alzheimer apresentam menos células nervosas e sinapses do que um cérebro saudável.
  • As células nervosas mortas ou afetadas pela doença de Alzheimer contêm emaranhados, que são compostos por fios entrelaçados de uma proteína chamada tau. As proteínas tau são abundantes nos neurónios do sistema nervoso central e menos comuns noutros locais. Quando as proteínas tau possuem defeitos, não estabilizando bem os microtúbulos, pode levar ao aparecimento de estados de demência, como a doença de Alzheimer.
  • As placas e os tecidos emaranhados tendem a espalhar-se por todo o córtex cerebral num padrão previsível, à medida que a doença de Alzheimer vai progredindo.
  • Assiste-se à perda de conexões entre as células do cérebro que são responsáveis pela aprendizagem, memória e comunicação. Estas conexões ou sinapses transmitem informações de célula para célula.
  • Inflamação resultante do esforço do cérebro em afastar os efeitos letais de outras mudanças que possam estar em curso.
  • Morte eventual das células cerebrais e uma retração grave ao nível dos tecidos.

Os cientistas não têm 100% certeza acerca do que causa a morte celular e a perda de tecido no cérebro de um paciente que sofre da doença de Alzheimer, mas a formação de placas e fios emaranhados são os principais suspeitos.

O que acontece ao cérebro de um doente de Alzheimer

A partir do momento em que é detetada a doença de Alzheimer, surgem algumas modificações ao cérebro de uma pessoa afetada. São elas:

  • O córtex cerebral encolhe, danificando as áreas das memórias, pensamento e planeamento.
  • O encolhimento do córtex cerebral é especialmente grave na zona do hipocampo, uma área que desempenha um papel fundamental na formação de novas memórias.
  • Os ventrículos (espaços cheios de líquido no interior do cérebro) têm tendência a aumentar.

Todos estes processos têm um impacto devastador no cérebro e, com o passar do tempo e com a progressão da doença, o córtex cerebral vai diminuindo drasticamente, afetando quase todas as suas funções.

É de destacar que o curso da doença depende em parte da idade em que a doença foi diagnosticada e se o paciente possui outros problemas de saúde. A taxa da progressão da doença de Alzheimer é muito variável. Normalmente, as pessoas que sofrem da doença vivem em média oito anos, mas se forem bem cuidadas podem viver até 20 anos depois de a patologia ter sido detetada.

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