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Como identificar os sinais de uma depressão

Homem com sinais de depressão

Quando as pessoas deixam de sentir prazer na realização dos seus passatempos e atividades preferidas e estão constantemente desmotivadas e em baixo, é sinal de que poderão estar a sofrer de uma depressão. Saiba como identificar os sinais de aviso da depressão e viva uma vida alegre, relaxada e bem-disposta.

O que é a depressão?

A depressão é uma das doenças mais conhecidas do século XXI e afeta homens e mulheres de todas as idades. Trata-se de uma doença mental que se caracteriza pelo cansaço físico e psicológico, falta de interesse, perda de energia e está frequentemente associada a um sentimento de tristeza profunda e prolongada.

Ter sentimentos depressivos faz parte das circunstâncias da vida e parte do processo de envelhecimento, especialmente quando se passa por uma situação ou experiência negativa. No entanto, se os sintomas se agravarem e perdurarem mais de duas semanas consecutivas, é necessário procurar ajuda especializada.

A depressão pode ser episódica, recorrente ou crónica e pode durar alguns meses a alguns anos. Se não for tratada de uma forma correta e atempada, a pessoa deprimida começa a sentir-se cada vez mais triste e em baixo. Em casos extremos, a depressão pode conduzir ao suicídio, dado que a vida deixa de fazer sentido.

Sinais de alerta da depressão

Como é que sabe que precisa de ajuda? Afinal de contas, o envelhecimento provoca muitos problemas que podem deixar qualquer um deprimido. Uma pessoa pode ser obrigada a lidar com a perda de um familiar ou de amigo próximo, pode ter dificuldades em ajustar-se à reforma ou não se conformar por sofrer de uma doença crónica. Assim sendo, existem vários motivos que justificam o facto de uma pessoa se sentir triste, mas as pessoas, mais cedo ou mais tarde, acabam por recuperar o seu equilíbrio emocional.

Se a depressão não for tratada convenientemente, ela poderá durar várias semanas, meses e até anos. Para que tal não aconteça, é necessário conhecer os sinais de alerta da depressão, para tratar a doença de uma forma mais eficaz. Dos sinais mais evidentes, destacam-se os seguintes:

  • Um sentimento de vazio, tristeza permanente e prolongada e muita ansiedade
  • Cansaço e falta de energia no cumprimento das responsabilidades e obrigações do dia-a-dia
  • Perda de interesse e prazer nas atividades normais do quotidiano, incluindo alterações do desejo sexual
  • Alterações no sono: normalmente, as pessoas deprimidas sofrem de apneia do sono e têm muitas dificuldades em ter uma noite de sono descansado
  • Um sentimento de irritação constante, falta de confiança e de autoestima
  • Comer mais do que aquilo que é habitual e fazer uma dieta desregulada e subnutrida
  • Dores incomodativas e constantes que demoram muito tempo a desaparecerem
  • Dificuldades de concentração, perdas de memória e incapacidade de tomar decisões
  • Um sentimento de culpa, derrota e de impotência
  • Pensamentos de morte ou de suicídio

Por vezes, a depressão esconde-se atrás de um rosto sorridente. Como tal, é preciso saber observar corretamente todos os sinais de alerta para tratar a doença atempadamente. Esteja particularmente atento aos idosos que moram sozinhos em casa, uma vez que estes têm tendência a sentirem-se excluídos e abandonados. Quando uma pessoa diz que ninguém quer saber dela, isso é um sinal claro de que está a pedir ajuda e cabe-lhe a si saber interpretar esse pedido.

Quais são os fatores de risco

Existem determinados fatores de risco que contribuem para o estabelecimento de uma depressão. São eles:

  • Um histórico familiar de depressão
  • Inúmeros episódios de depressão no passado
  • A ocorrência de uma perda significativa, como a perda de um familiar ou de amigo querido
  • Ser do género feminino - a depressão é mais frequente nas mulheres, especialmente na adolescência, no primeiro ano após o parto, menopausa e pós-menopausa
  • Sofrer de uma doença crónica, como a diabetes, artroses, fibromialgia, cancro e outras doenças
  • Sofrer de ansiedade e entrar facilmente em pânico
  • Coabitar com um familiar portador de uma doença grave e crónica (pessoas que cuidam de doentes com Alzheimer)
  • Ser dependente de substâncias químicas (drogas) e álcool
  • Ter uma profissão geradora de stress
  • Ser idoso

O que causa a depressão

Não há uma razão concreta para a depressão, pois as causas diferem muito de pessoa para pessoa. Contudo, pode-se afirmar que existem fatores que influenciam o aparecimento e a permanência de episódios depressivos. Como, por exemplo, condições de vida adversas, o divórcio, a perda de um ente querido, o desemprego, entre outros.

É muito importante descobrir qual o fator ou os fatores que desencadearam a crise depressiva para que o doente possa enfrentar e lidar melhor com esse problema durante o tratamento.

É de realçar que algumas doenças podem provocar ou facilitar a ocorrência de situações depressivas ou o desenvolvimento para uma depressão crónica. São disso exemplo, a doença de Parkinson, os vários tipos de cancro, a demência, entre outras doenças crónicas.

Os problemas de saúde e a sua relação com a depressão

Com o envelhecimento, os sinais de depressão são mais dispersos e difíceis de detetar e podem ser confundidos e associados a outras doenças. Existem algumas ações que conduzem ao agravamento da depressão e fazem com que ela não seja corretamente tratada. Por exemplo:

Os medicamentos

A ingestão de determinados medicamentos para debelar um eventual problema de saúde, como uma doença cardíaca ou uma pressão arterial elevada, pode causar várias alterações de humor. As pessoas ficam mais irritadas, cansadas e desanimadas e muitas vezes não sabem que isso se deve à medicação que estão a tomar.

As doenças crónicas

As pessoas que sofrem de doenças graves, como o cancro, a diabetes, a doença de Parkinson, AVC, entre outras, têm tendência a ficarem deprimidas devido ao seu estado geral de saúde. Nestes casos, existe uma preocupação constante acerca dos efeitos da doença e isso faz com que as pessoas se sintam mais desiludidas e deprimidas.

A genética

A genética desempenha um papel importante no desenvolvimento da depressão e pode ser explicada geneticamente. Os filhos de pais deprimidos têm mais hipóteses de sofrerem da doença e de terem crises depressivas ao longo da sua vida.  

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