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Como cuidar de um doente em fase avançada de doença

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Cuidar de alguém doente é uma tarefa nobre. Porém quando se trata de alguém bastante debilitado devido aos avanços da doença, os cuidados requeridos tornam-se mais específicos. Saiba como cuidar de um doente em fase avançada de doença e ofereça-lhe as melhores condições humanas e de saúde possíveis.

Saber o máximo sobre a doença

Para cuidarmos bem de alguém muito doente precisamos de saber exatamente com o que estamos a lidar. Conhecimentos superficiais ajudam, mas aprofundar a sabedoria sobre a doença que temos entre mãos é o ideal.
Pesquisar muito, ler muito e conversar com pessoas que já sofreram, ou que já cuidaram de alguém com a mesma doença é fundamental para que se faça um bom trabalho.

Ter um canal de comunicação aberto com o médico assistente

Quando um doente está em fase avançada de doença é necessário que exista entre o cuidador e o médico assistente um canal de comunicação permanentemente desobstruído.
Em caso de emergência é preciso saber que a ajuda está acessível, e que é possível agir em conformidade com o que é mais correto e oportuno. Só a opinião abalizada de um médico pode suprir a falta de conhecimento do cuidador, por muito bem-intencionado que este seja.

Cuidar do estado físico e anímico do doente

Uma pessoa muito doente facilmente se deixa desanimar e é frequente encontrar doentes em estado depressivo muito preocupante.
Cuidar de um grande doente está muito para além de dar os remédios à hora certa, embora isso seja certamente muito importante. Para prestar uma assistência excelente a um doente grave é necessário estar atento à evolução do seu estado anímico.
A tristeza e a depressão quando se instalam em doentes desta natureza, dificilmente vão embora, e só tendem a piorar à medida que a doença agrava.
Há que procurar proporcionar ao doente um ambiente calmo e tranquilo. Não chorar na sua presença, não se lastimar e alimentar sempre a ideia de que as melhoras são possíveis.

Não deixar a esperança morrer

Mesmo que o cuidador saiba de antemão que a doença é muito grave, e o estado do doente é irreversível não deixe que ele perca a esperança. Ainda que não seja certamente a esperança de se curar, pelo menos a fé em que pode melhorar bastante.
Para um grande doente melhorar pode ser um cenário tão apetecível quanto a cura. Melhorar significa ter menos dores, poder comer sozinho, poder espreitar à janela, quem sabe poder até dar um passeio lá fora no jardim? Fomentar a esperança no doente é conseguir que ele sofra menos e sorria mais.

Afastar-se dos problemas do dia-a-dia

Já bem basta que o doente tenha de se preocupar com o seu estado de saúde. É preciso afastar dele todos os outros problemas do dia-a-dia que só podem contribuir para o deixar ainda mais ansioso e mais triste.
Ele não vai poder levantar da cama para solucionar nada, por isso há que deixá-lo em paz. Poupá-lo é um ato de bondade e de humanidade.

Cercar o doente de carinho

Quem é que não se lembra de ser pequenino e de gostar de ficar doente pois era a altura em que todos lá em casa o apaparicavam e lhe davam miminhos? Acontece o mesmo com os doentes em estado avançado de doença, precisam de carinho e de ternura como se fossem de novo crianças que pedem atenção e colo.
Cuidar bem de um grande doente também é proporcionar-lhe conforto emocional. Uma carícia, um afago ou um sorriso acompanhado com um beijinho podem fazer melhor do que muitos paliativos.

Ter paciência

Os doentes em fase avançada da doença podem ser muito complicados de lidar. Alguns tornam-se implicativos e rabugentos, e tendem a descarregar no cuidador todas as suas frustrações.
Para se cuidar de um doente assim é preciso muita paciência, muita generosidade e uma grande dose de altruísmo. É importante que quem cuida tenha sempre presente que a revolta do doente não se dirige à pessoa que o assiste, a raiva é sentida contra a doença mas atinge quem está por perto.
Perder a paciência com estes doentes é uma grande maldade (embora seja uma falha a que os cuidadores estão sujeitos na sua condição de simples humanos).

Conhecimentos aprofundados sobre a doença em questão, um enorme sentido de responsabilidade e uma índole amorosa são os principais requisitos para quem cuida de doentes em fase muito avançada. Nem todas as pessoas se coadunam a este papel e apenas algumas são capazes de levar até ao fim tão nobre tarefa. Porém, os doentes graves que têm o privilégio de serem cuidados por alguém dedicado e presente têm de facto o seu sofrimento atenuado e as suas dores mitigadas. Por isso é que vale muito a pena investir em pessoas com vocação para zelar pelo bem-estar de quem não pode valer-se sozinho.

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