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A pessoa de quem cuida está acamada?

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7 erros cometidos com os medicamentos e que podem ser fatais

Mulher e medicamentos no chão
Créditos Imagem

Todos os anos, milhões de pessoas ficam gravemente doentes devido a um erro cometido com medicamentos e, em alguns casos, o erro revela-se fatal. Quando se cuida de alguém, é sempre complicado gerir os seus medicamentos, porque são muitos, todos diferentes e com tomas distintas. Se está a cuidar de alguém e tem a responsabilidade de lidar com os seus medicamentos, saiba que todo o cuidado é pouco.

  1. Dosagem errada. Os médicos são conhecidos pela sua caligrafia muitas vezes ilegível, o que pode revelar-se um problema no que toca às indicações da dosagem de determinado medicamento – por exemplo, a falta de um ponto decimal pode transformar 2.5 mg em 25 mg. Confirme sempre com o farmacêutico se a dosagem prescrita confere com o medicamento em questão e a pessoa que o vai tomar. Em caso de dúvida, peça ao farmacêutico para ligar diretamente ao médico.
  2. Informação incorreta relativamente à toma. Uma distração do médico ou a ilegibilidade da sua escrita pode transformar 2 comprimidos por dia em 6 e provocar uma sobredosagem. Confira com o farmacêutico se a toma diária está dentro do que é normal para esse tipo de medicamento. Precisamente para evitar lapsos como esse, hoje é comum os médicos passarem, para além da receita, uma guia da toma dos medicamentos para o próprio doente ter em casa. Se o médico da pessoa de quem está a cuidar não o fizer, peça que o faça. Mais vale prevenir…
  3. Confundir medicamentos com o mesmo nome. Por norma, as farmácias armazenam os seus medicamentos por ordem alfabética para facilitar a procura, no entanto, a proximidade de vários medicamentos cujos nomes começam com a mesma letra pode levar a que o farmacêutico pegue no medicamento errado. Por outro lado, também é comum confundirem-se medicamentos cujos nomes são parecidos foneticamente. Quando comprar medicamentos para um idoso ou familiar doente, faça questão de comparar aquilo que o médico prescreveu com aquilo que está a comprar na farmácia – peça ao farmacêutico para confirmar à sua frente.
  4. Tomar dois ou mais medicamentos com as mesmas substâncias ativas. A sobredosagem devido à toma de dois ou mais medicamentos com as mesmas substâncias ativas (ou muito similares) acontece mais do que imaginamos. Por exemplo, a toma de um comprimido para a dor, outro para a ansiedade e um terceiro para dormir tem uma coisa em comum: os três medicamentos são considerados sedativos e o efeito conjunto pode ser tóxico. Leia sempre o folheto informativo sobre as possíveis interações medicamentosas que um determinado comprimido possa ter. Quando em dúvida, esclareça com o médico ou o farmacêutico.
  5. Medicamentos que não são adequados à idade. À medida que envelhecemos, o nosso organismo processa e tolera de forma diferente todo o tipo de medicamento. Para além disso, as pessoas idosas estão mais suscetíveis a sofrerem de tonturas, quedas, aumento da tensão arterial e demência – o que significa que os medicamentos que contenham estes sintomas na sua lista de possíveis efeitos secundários devem ser evitados. Através da observação e da conversa com a pessoa de quem cuida, verifique se os medicamentos que toma têm mais efeitos negativos do que positivos e comunique isso de imediato ao médico. 
  6. Misturar medicamentos com produtos naturais. Só porque um produto é considerado natural, não significa que não possa ter efeitos secundários… principalmente se é tomado em conjunto com fármacos. Se a pessoa em questão toma ou pretende tomar algum tipo de medicamento natural, suplemento ou vitamina, avise sempre o médico de tal, verificando se existe alguma contraindicação relativamente aos medicamentos que ele prescreveu.
  7. Álcool e alimentação. É certo e sabido que os medicamentos e o álcool são uma mistura explosiva e perigosa – mesmo assim, nunca é demais relembrar que quem toma medicamentos não deve ingerir álcool. Certos alimentos também podem interferir com a absorção de determinado medicamento, daí a importância das indicações relativas à toma que constam no folheto informativo: alguns medicamentos têm de ser tomados em jejum, outros não podem ser ingeridos com determinados líquidos ou alimentos – para além de poderem existir interações perigosas entre um fármaco e um alimento, a não absorção do medicamento é como se não o estivesse a tomar. Informe-se, a bem da saúde de quem cuida.
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